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8 dos momentos mais perturbadores do julgamento de Aileen Wuornos

Em 9 de janeiro de 1991, a prostituta e serial killer Aileen Wuornos foi presa no The Last Resort Bar, em Port Orange, na Flórida. Uma semana depois, Aileen, de 34 anos, confessou ter matado sete homens depois que eles deram carona em estradas da Flórida.

Conhecida como “A Dama da Morte”, Aileen se tornou uma das serial killers mais famosas dos Estrados Unidos, e seu julgamento pelo assassinato de Richard Mallory, de 52 anos, foi marcado por controvérsias. Seu caso também inspirou o filme “Monster – Desejo Assassino”, pelo qual a atriz Charlize Theron (no papel de Aileen) ganhou um Oscar.

Estes foram alguns dos momentos mais impactantes do julgamento de Aileen Wuornos:


1. A ex-namorada de Aileen a obrigou a confessar.

Pouco depois da prisão de Aileen, a polícia localizou sua ex-namorada, Tyria Moore, em Scranton, na Pensilvânia. Moore, de 28 anos, negou qualquer participação nos assassinatos e aceitou ajudar a polícia para limpar seu nome.

Segundo o The Washington Post, Tyria regressou à Flórida e a polícia a colocou em um quarto de motel em Daytona Beach por quatro dias. De acordo com os relatos, ela foi mantida “à base de Budweisers e hambúrgueres”, enquanto os policiais gravavam ligações telefônicas entre Tyria e Aileen. 

Em uma de suas conversas, Tyria disse a Aileen que tinha medo que a polícia a prendesse pelos assassinatos. Segundo o Orlando Sentinel, Tyria também falou em se suicidar.

“Você é inocente. Eu não vou deixar você ir para a prisão. Escuta, se eu tiver que confessar, eu o farei. Fui eu quem fiz tudo. Não posso deixar que você responda por algo que não fez”, respondeu Aileen.


2. Aileen confessou sete assassinatos, mas esclareceu que foram em legítima defesa.

Aileen disse à polícia que nunca quis cometer os crimes.

“Mas a maioria deles já começava me batendo. Se eu não reagisse, iam me f**** pelo c*. (...) Eles eram violentos comigo. Por isso, não me davam outra opção senão brigar. (...) Me afastei deles (...) Peguei minha arma e comecei a atirar”, afirmou Aileen.


3. Um juiz autorizou evidência para os seis assassinatos.

Embora o primeiro julgamento de Aileen tenha sido somente pelo assassinato de sua primeira vítima, Richard Mallory, um juiz determinou a liberação de evidências para os outros seis assassinatos. A promotoria pôde apresentar essas provas devido a uma lei da Flórida conhecida como William’s Rule, que permite que “evidências relacionadas a crimes colaterais sejam admitidas se ajudar a mostrar motivos, intenções, conhecimentos, modus operandi ou falta de erro”.


4. A ex-namorada de Aileen testemunhou contra ela.

Junto com evidências de outros assassinatos, a acusação também teve uma testemunha principal: Tyria Moore. De acordo com o Orlando Sentinel, Aileen “pegava um lenço quando pronunciavam o nome de Tyria” e Tyria evitou o contato visual com Aileen durante seu depoimento. 

Tyria declarou que, no dia da morte de Richard Mallory, Aileen afirmou que havia matado um homem. Segundo Tyria, ela disse que não queria acreditar nisso e pediu a Aileen que parasse de falar sobre o assunto. Tyria também disse que Aileen não parecia magoada ou chateada no dia em que lhe contou sobre o assassinato.

Tyria nunca foi acusada nem implicada nos assassinatos.


5. Aileen foi declarada culpada.

Após duas horas de deliberação, o júri declarou Aileen culpada de homicídio em primeiro grau.

Quando o veredito foi anunciado, Aileen estava visivelmente incômoda e gritou: “Fui estuprada! Espero que vocês sejam estuprados, lixo de América”.

Na fase de penalização do seu julgamento, foi solicitado aos membros do júri que recomendassem uma sentença para Aileen. A promotoria queria a pena de morte e a defesa que ela continuasse viva, mesmo sem liberdade condicional.


6. Um parente de Aileen testemunhou contra ela.

Durante a fase de penalização, a saúde mental de Aileen foi exposta. A defesa afirmou que ela sofria de transtorno de personalidade.

Um psicólogo da defesa explicou: “A Sra. Wuornos é, provavelmente, uma das pessoas mais primitivas que vi fora de uma instituição”.

Seus advogados também afirmaram que seu avô era um alcoólatra que abusou dela física e emocionalmente. 

Mas as afirmações de Aileen foram questionadas quando Barry Wuornos,tio de Aileen, testemunhou que nunca havia visto seu pai bater ou abusar dela.

“Éramos uma família bastante normal. Tínhamos muitos poucos problemas na família”, afirmou Barry Wuornos.


7. Foram feitas ofertas para produzir filmes sobre Aileen durante o julgamento.

No meio do julgamento, descobriu-se que vários pesquisadores contrataram um advogado para que os representasse para a obtenção de direitos cinematográficos e, dessa forma, contar a história de Aileen. Também se especulou que Tyria estaria envolvida no negócio, mas essas afirmações nunca foram provadas.


8. Aileen foi condenada à morte.

Em 31 de janeiro de 1992, Aileen foi condenada à morte.

“Por ordem do governador do estado da Flórida, você, Aileen Carol Wuornos, será eletrocutada até morrer”, leu o juiz. Ela foi executada em 2002.

 

Neste domingo, dia 6, tem KILL BIL 2 no A&E Movies - a partir das 21h50!


Fonte: Oxygen