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ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE

Apito final: um amor dos gramados que termina em morte

Um caso de amor que começou nos gramados de futebol terminou na delegacia de polícia com um triste fim: a morte da jovem Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos. Ela foi assassinada a facadas pelo ex-marido e ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, no dia 22 de março de 2009. O casal tinha um filho pequeno, Gabriel.

Janken atuou sem sucesso do time de base do São Paulo. Em um dos treinos, conheceu Ana Cláudia, então com 14 anos. Eles começaram a namorar e, aos 16 anos, ela engravidou. O casal decidiu se mudar para Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, para morar com a mãe do ex-atleta. Não funcionou e, em menos de um ano, Ana Cláudia voltou para São Paulo sem o consentimento de Janken. O ex-jogador passou a procurá-la. Ana Cláudia morava com o filho do casal, um irmão e um amigo da família em um apartamento no bairro Jardim da Saúde, zona sul de São Paulo. Janken, por meio de liminar, conseguiu permissão para ver o filho, com visitas monitoradas por amigos e familiares dela.

O crime aconteceu no apartamento de Ana Cláudia, quando o casal e o filho retornaram de um jogo de futebol. Ela e Janken brigaram por causa de uma mensagem que Ana Cláudia havia recebido de outro jogador. Após a discussão, Janken atacou Ana Cláudia a facadas e fugiu com o filho. Três dias depois, foi preso na divisa de Minas Gerais com a Bahia. Em dezembro de 2011, o ex-jogador foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, por ter sido responsável pela morte da mãe de seu filho, Ana Cláudia Melo da Silva.

 

Jovem Ana Cláudia Melo, de apenas 18 anos, foi morta a facadas no seu apartamento.

Ela teria sido morta após uma discussão por uma mensagem de outro homem recebida no seu celular.

Após o crime, Janken fugiu com o filho pequeno do casal.

Ana, então com 14 anos, e Janken se conheceram em um treino de futebol do São Paulo.

Janken tentou, sem sucesso, uma carreira no São Paulo, onde atuou nas categorias de base.

Janken foi condenado a 22 anos de prisão pelo crime.