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Há 64 anos, ele foi abandonado ainda bebê numa cabine telefônica e só agora o verdadeiro motivo veio à tona

A certidão de nascimento de Steve Dennis não traz o nome dos seus pais nem indica onde ele nasceu. Tudo que ele sabe é que em janeiro de 1954 ele foi encontrado, ainda bebê, enrolado num pano, dentro de uma caixa de papelão, numa cabine telefônica da cidade de Lancaster, nos EUA.

Não se sabe quanto tempo ele ficou ali dentro. Era inverno, e as temperaturas congelantes quase mataram o pequeno congelado. 

O mistério tomou as manchetes dos jornais da época: quem seria capaz de tamanha desumanidade? Dezenas de pessoas se propuseram a adotar o bebê, e outro tanto pediu para se juntar à polícia nas investigações. 

O tempo foi passando, Dennis foi adotado e só soube de sua própria história quando já era adolescente. Curioso, chegou a viajar a Lancaster para ver o local onde havia sido abandonado – mas não encontrou nenhuma pista dos seus verdadeiros pais. 

O cenário só começou a mudar quando os filhos de Dennis, de 18 e 14 anos, começaram a se interessar pela história do pai. Eles resolveram fazer um teste de DNA pela internet e enviar os resultados para um banco de dados genético nos EUA.

Três meses depois, Dennis recebe uma mensagem: um primo de primeiro grau havia sido encontrado. Os dois fizeram em contato e, na sequência, o baque: a mãe ainda estava viva e vivia na cidade de Baltimore. 

Ao conhecer sua mãe biológica, hoje com 85 anos, Dennis pôde entender o real motivo do abandono: foi o pai biológico que tirou o recém-nascido dos braços da mãe e o deixou na cabine telefônica. Depois disso, desapareceu sem deixar rastros e deixou a mãe sozinha, desamparada. 

A única frustração de Dennis foi não saber seu dia de nascimento, já que a mãe biológica, com saúde debilitada, não conseguia lembrar-se da data exata. 


Imagine passar dois meses dentro de uma cadeia nos EUA, como prisioneiro disfarçado. 60 DIAS INFILTRADOS NA PRISÃO - Sexta, 20h


Fonte: The Washington Post | Imagens:  Cheryl Evans/The Republic | Meagan Flynn/The Washington Post