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Na Colômbia, defunto é convocado a depor sobre o próprio assassinato

Bernardo Cuero Bravo, um líder social afrocolombiano, foi assassinado a tiros em 7 de junho de 2017, em sua casa, no município de Malambo, na Colômbia. Mas o mais insólito desse caso é que recentemente ele foi citado por um tribunal de Barranquilla para assistir à audiência de Víctor Carlos Meriño Pereira, seu suposto assassino.

A vítima, de 62 anos, era um líder comunitário, fiscal nacional, coordenador da Associação Nacional de Afrocolombianos Sem Teto e membro da Mesa de Vítimas do município. Era reconhecido no país por seu ativismo, por ter sido a favor do plebiscito de paz que favorecia os acordos com as FARC e por seu trabalho de reparação coletiva das pessoas negras que foram afetadas durante o conflito. 

Durante os últimos 20 anos, Cuero Bravo afirmou ter recebido sistemáticas ameaças contra sua vida. Após sofrer dois atentados, teve que abandonar sua cidade natal e mudar-se para Malambo, um município do Atlântico assediado pelo paramilitarismo. Uma vez estabelecido, viveu em diferentes residências e pôde iniciar novamente sua liderança social pelos direitos dos afrodescendentes. 

Porém nenhuma denúncia foi o suficiente. Em uma tarde, enquanto assistia à televisão, dois homens invadiram sua casa e dispararam 4 tiros brutalmente. Seu crime não foi resolvido e ainda continua impune.  


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Fonte: Infobae