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O estigma que sobreviventes do ebola têm de carregar

Entre 2014 e 2016 o ebola tirou mais de 4.000 vidas em Serra Leoa. Hoje, os quase 10.000 sobreviventes lutam diariamente contra a desinformação e o estigma. Ericson Turay é um jovem que contraiu o  vírus e conseguiu sair com vida. Agora, combate a perseguição aos sobreviventes, conscientizando seus concidadãos sobre o tema.

Ericson estudava jornalismo na capital serra-leonesa quando, em 2014, foi informado que numerosos familiares estavam doentes. Ele então retornou ao seu povoado natal, onde foi contagiado por ebola, enquanto levava a família ao hospital local em sua moto. Trinta e nove membros do seu clã morreram por conta do vírus e Ericson ficou a cargo de sua mãe viúva e de 15 crianças órfãs. 

Mas em um país onde mais de 60% da população não tem informação sobre o vírus do ebola, a vida de um sobrevivente pode ser um verdadeiro pesadelo. O jovem teve que deixar seus estudos e agora transporta passageiros em uma moto com o rosto coberto, para evitar ser reconhecido. Os habitantes de seu povoado estão convencidos de que os sobreviventes do ebola ainda podem contagiar outras pessoas.

Ericson transmite, na rádio local, informações científicas fidedignas e tenta melhorar a qualidade de vida dos milhares de sobreviventes do ebola e suas famílias. 


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Fonte: RT  | Imagem: Shutterstock.com