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O que há por trás das “fake news”?

Durante os últimos anos, tem-se falado muito sobre esse tipo de informação maliciosa que circula pelas redes. Essas notícias existem desde o surgimento dos meios de comunicação. No entanto, o volume e a velocidade com que circulam aumentaram nos últimos tempos. 

A preocupação pelas notícias falsas chegou inclusive aos eleitores: no Brasil, 53% deles não acreditam nas notícias que chegam pelo WhatsApp. E 56% dos eleitores dos EUA acreditam que as empresas de tecnologia deveriam tomar medidas para restringir a difusão de informações falsas online. 

Esse é um dos sintomas da transformação mais significativa no ecossistema comunicacional do século XX. Uma das diferenças-chave baseia-se na existência ou não de um controle de qualidade sobre o conteúdo que se produz. Por um lado, sistemas como o correio e a telefonia não controlam as mensagens que as pessoas trocam. Por outro, as organizações jornalísticas selecionam e verificam as informações repassadas ao público. 

Ao fundir em uma única plataforma essas duas modalidades distintas de comunicação, as redes sociais dão lugar a um conflito entre duas lógicas contraditórias. A isso, agregam a possibilidade de estabelecer conversações entre múltiplos interlocutores e gerar micropúblicos. Ou seja, espaços como os grupos de WhatsApp ou Facebook que permitem diálogos multilaterais, às vezes com centenas de interlocutores. E contas no Instagram ou Twitter com milhares ou centenas de milhares de seguidores possibilitaram o surgimento de influencers com um poder de convocatória que compete com o de pequenos e grandes meios. Os diálogos multilaterais e os micropúblicos amplificam a circulação de informações não verificadas. 


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Fonte: Infobae