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Os piores casos de negligência médica

Sem dúvida, todos nós já ouvimos algum caso de negligência de um profissional da saúde.

Extração de órgãos errados, instrumentos cirúrgicos esquecidos no corpo do paciente, condutas sexuais inapropriadas.

Pode-se pensar que os médicos que cometem esses erros são automaticamente suspensos e não podem mais exercer a medicina. Mas não é assim. 

Nos Estados Unidos, assim como em outros países, os médicos que cometem esses tipos de condutas são submetidos a processos disciplinares.

E muitos deles podem continuar atuando, enquanto os Conselhos Médicos dos estados onde eles exercem investigam as supostas negligências. 

Um relatório publicado pela revista Consumer Reports, com o título “O que você não sabe de seu médico pode machucá-lo”, mostra o quão comuns e terríveis são esses atos de negligência. 

Mostra também o quão difícil é para um paciente saber se seu médico já cometeu uma suposta negligência ou está respondendo a algum processo disciplinar. 

Entre os casos mais graves estão:

1. Uma pediatra sofreu 13 processos disciplinares por estar sob o efeito de drogas a tal ponto que sua capacidade para praticar a medicina com segurança ficou prejudicada. 

2. Um cirurgião ortopedista que estava tão desatento à fratura do fêmur de um homem que o paciente acabou com a perna amputada.

3. Um ginecologista obstetra que realizou uma cirurgia no ovário errado de uma paciente e retirou o que não tinha nenhum cisto. A mulher descobriu quando chegou em casa com uma dor insuportável. 

4. Um clínico geral que prescreveu mais de 4 milhões de doses de hidrocodona – um opioide derivado da codeína – em 15 meses.

5. Um psiquiatra que foi descoberto ingerindo bebida alcoólica durante seu turno.

6. Um urologista que foi preso por dirigir sob o efeito de álcool quando estava de plantão, com um teste de alcoolemia quase duas vezes maior que o permitido. 

7. Um neurologista que permitiu que seus assistentes (que ainda não tinham licença médica) dessem a seus pacientes analgésicos opioides  por bomba de infusão. Uma paciente recebeu mais de quatro vezes a dose apropriada e morreu no dia seguinte.

A investigação faz parte do chamado Safe Patient Project (Projeto para a Segurança do Paciente). 

Segundo o relatório, cerca de 500 médicos na Califórnia estão submetidos a processos disciplinares por atos que vão desde praticar a medicina sob o efeito de drogas ilegais até condutas sexuais inapropriadas com os pacientes.

Outros estão enfrentando acusações por cirurgias mal feitas ou homicídio por negligência. 

A Consumer Reports questiona: “Alguns desses casos nos levam a perguntar o que é necessário para que se suspenda ou revogue a licença de um médico”. 


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