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NCIS: NOVA ORLEANS

Pais tentam assassinar bebê com superdose de insulina para ganhar indenização; eles já tinham matado outros dois filhos

Não perca  ESAPARECIDOS. TODA QUARTA, às 23h15.

 

Um casal que já havia ganhado indenização pela morte de uma filha tentou aplicar novamente o golpe.

Dessa vez, a vítima foi o filho mais novo do casal, de apenas dois meses de vida. A criança deu entrada no Hospital Universitário de Brasília (HUB) em estado grave, com taxas de insulina que não poderiam ter sido produzidas pelo corpo humano. 

Isso gerou desconfiança por parte dos médicos.

Por meio de uma câmera de segurança, uma equipe de investigadores flagrou a mãe aplicando injeção  de insulina no próprio filho para simular o hiperinsulinismo congênito, doença que faz com que o pâncreas produza muito mais hormônio do que o corpo pode absorver. Isso gera vários distúrbios no corpo humano, como crises epiléticas, danos cerebrais permanentes e até levar à morte. 

As imagens das câmeras sugerem que a insulina foi entregue pelo próprio pai da criança, que trabalha como motoboy em uma farmácia.

O bebê foi salvo por pouco. Ele e outros três irmãos foram afastados dos cuidados dos pais e passam bem. Todos estão, inclusive, com as taxas de insulina em níveis normais. Outros dois filhos do casal não tiveram a mesma sorte. 

A suspeita é que os crimes tenham sido motivados pela tentativa de ganhar altas indenizações na justiça. O casal movia processos contra o Governo do Distrito Federal e recentemente ganhou o equivalente a R$ 70 mil pela morte de uma filha de 2 anos em janeiro de 2016 pela mesma doença alegada. 

Poucos meses depois desse episódio, o casal ainda fez campanha nas redes sociais a fim de arrecadar dinheiro para comprar medicamentos para outra filha, de 5 anos, que supostamente sofreria também de hiperinsulinismo. O outro filho morto tinha apenas um ano de idade.


O caso foi denunciado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e ao Ministério Público. O casal está preso e o processo corre em segredo de Justiça. 

 


Fonte: G1 

Imagem: Shutterstock