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Quem é o canibal japonês que se transformou em celebridade

O relato parece ter sido extraído de algum ritual estranho da antiguidade ou diretamente de alguma série do momento. Porém, é a pura realidade.

Em 1981, o japonês Issei Sagawa chamou sua colega de faculdade para sua casa e, longe de focar em temas acadêmicos, a matou e depois a devorou. Sua história inspirou livros, personagens de filmes, quadrinhos, músicas, e ele apareceu em incontáveis programas de entrevistas. Mais recentemente, seu crime se transformou em um documentário intitulado “Caniba”.

Sagawa pediu à holandesa Renée Hartevelt que fosse a seu apartamento com a premissa de que precisava de ajuda para aprender alemão. Ela aceitou sem saber que estava indo direto para uma armadilha. Quando menos esperava, o jovem sacou uma pistola e disparou. E depois começou a comer seus restos. Quando o corpo da mulher iniciou a decomposição, o canibal colocou seu cadáver esquartejado em duas malas e o levou a um parque nas redondezas de Paris. 

Mas ele não foi nada cauteloso. O criminoso jogou os restos de sua vítima no parque antes do entardecer, com muita gente no local, e não notou que havia sangue pingando das malas. Rapidamente, testemunhas que se encontravam na área perceberam a situação e alertaram as autoridades. A polícia local prendeu Sagawa imediatamente. 

No entanto, sua condenação não foi exemplar: a Justiça lhe deu apenas dois anos de prisão. Ele permaneceu em um hospital psiquiátrico até 1983, quando os franceses o enviaram de volta ao Japão. E em sua terra natal, Sagawalejos, ele se tornou uma celebridade. 


Os crimes passionais que chocaram o Brasil: ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE. Nova temporada. Segunda, 20h