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Até Que A Morte Nos Separe - Abuso de Autoridade

Naturais do Rio Grande do Sul, Andréia Rosângela Rodrigues e Andrei Bratkowski Thies foram morar em Natal, em 2007, quando o sargento assumiu o cargo na Base Aérea da mesma cidade.  Andréia deixou para trás sua família, levando suas filhas; Andressa, do primeiro casamento, na época com 13 anos, e Adrielly, sua filha com Andrei, de apenas um ano de idade.


No dia 22 de agosto de 2007, a dona de casa foi assassinada pelo marido, no bairro de Nova Parnamirim. O próprio sargento procurou a Polícia Civil e registrou o desaparecimento de Andréia, alegando que ela havia abandonado a família. A partir daí, iniciou-se a investigação. Um mês após o seu desaparecimento, o marido, Andrei Thies é preso como principal suspeito no sumiço da gaúcha, embora negasse qualquer participação desde o início.


Dois meses após a morte de Andréia Rosângela, o delegado Raimundo Rolim encontra o corpo da dona de casa. Para surpresa de todos, até mesmo da polícia, Andrei Thies e seus pais, Amilton e Mariana Thies, tinham enterrado a mulher no quintal de uma casa, localizada no interior de Natal, em Ponta Negra, para onde a família tinha mudado um dia após o seu desaparecimento.

 
Antes disso, o corpo de Andréia fora deixado em uma geladeira e, em seguida, em um freezer de uma empresa especializada em polpas de frutas, onde Amilton Thies trabalhava. Com a localização do corpo, estava constatada a autoria do crime e o sargento Andrei, o pai dele, Amilton, e a mãe, Mariana Thies foram presos por homicídio e ocultação de cadáver.


Ao final das investigações e reconstituição do crime, o delegado Raimundo Rolim indiciou Andrei, Amilton e Mariana por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O Ministério Público acatou o pedido e o remeteu para a Justiça, incluindo ainda o detalhe de que a mãe do sargento da Aeronáutica, Mariana Thies, teria articulado a morte de Andreia Rosângela, por não gostar da nora.

 
Andréia foi assassinada após dizer ao marido que iria sair de casa com a filha de um ano. 


Em 2012, após 31 horas de interrogatórios e argumentações da defesa e da promotoria, os três acusados foram sentenciados pela maioria dos votos do júri como culpados. A matriarca da família, Mariana Thies, foi condenada a 19 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver, mesma sentença recebida pelo seu marido, Amilton Thies.


Andrei Thies foi condenado a 18 anos em regime inicialmente fechado, pelo mesmo crime que os pais, tendo tido a sua pena reduzida em um ano pelo fato de ter confessado o crime.