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Até Que A Morte Nos Separe - Apito Final

Em março de 2009, Janken Ferraz Evangelista, um ex-jogador de futebol sem sucesso do time de base do São Paulo, é entregue à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP) após três dias foragido. Janken se tornou procurado no país pela morte de sua ex-companheira, Ana Cláudia Melo da Silva, de dezoito anos.


O casal se conheceu em São Paulo, durante um treino de futebol, quando Ana Cláudia tinha apenas 14 anos. Os dois começaram a namorar e, aos 16 anos, ela engravidou. O casal, então, mudou-se para Teixeira de Freitas, região sul do Estado da Bahia. Ana Cláudia foi morar com Janken na casa da mãe do ex-atleta. Não funcionou. Em menos de um ano ela voltou para São Paulo.


Com a ajuda da tia Ana Lúcia Viveiros, por quem foi criada desde os dois anos de idade após a morte de sua mãe, Ana Cláudia retornou a São Paulo sem o consentimento de Janken. Ele, então, passou a procurá-la. Ana Cláudia morava com o filho do casal, Gabriel, de 1 ano e oito meses, além do irmão e um amigo da família. Apenas através de uma liminar, Janken consegue visitar o filho no apartamento em que morava Ana Cláudia, em São Paulo. As visitas sempre eram monitoradas por amigos e familiares dela, como o irmão, Odair Bezerra. Ana Cláudia, Janken e o filho Gabriel encontraram-se três vezes. Na última vez, sem a tutela de terceiros.


O crime aconteceu no apartamento, no Jardim da Saúde, zona sul de São Paulo. Após voltarem de um jogo de futebol, o casal brigou por conta de uma mensagem que Ana Cláudia havia recebido de outro jogador. Logo após a discussão, Janken deferiu vinte e três golpes em Ana Cláudia com uma faca que estava na cozinha. Depois do crime, Janken  fugiu com o filho e foi preso três dias depois na divisa de Minas Gerais com a Bahia.


Em dezembro de 2011, o ex-jogador foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, por ter sido responsável pela morte da mãe de seu filho, Ana Cláudia Melo da Silva.