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Até Que A Morte Nos Separe - Sangue do Meu Sangue

Antônio Carlos Durval é um homem simples, quieto. Segundo seu advogado, não é autor de muitas palavras. Antônio, para as testemunhas ouvidas era um homem tranquilo, tímido, que acordava cedo para trabalhar. No entanto, seu histórico amoroso nunca foi equilibrado: o primeiro rompante relacionado a um amor desenganado aconteceu no final do ano de 2004, quando matou sua companheira da época por ciúmes. Antônio foi condenado a apenas cinco anos de prisão, cumpriu a pena e teve sua liberdade concedida.

 

Antônio, então, resolveu recomeçar sua vida, em Faxinal, no interior do Paraná. Lá, ele conheceu  outra mulher, com quem passa a se relacionar e com quem pretendia se casar. O casal fica noivo. Mas Antônio sofre um acidente de moto e precisa de cuidados. Da sua família é chamada a prima Rosângela Aparecida, que passa a cuidar dele por um tempo. Logo, os dois se apaixonam.

 

Rosângela decide voltar para sua casa, em Joinville, e leva Antônio Carlos junto com ela. Durante três meses, viveram sob o teto de Rosângela em uma quitinete na rua Monsenhor Gercino, no bairro de Itaum, na zona sul de Joinville, Santa Catarina. Antônio Carlos não sabia da real ocupação de Rosângela. Ela dizia que trabalhava no turno da noite de uma fábrica, mas quando Antônio mudou-se para Joinville descobriu que a prima trabalhava como prostituta numa casa em frente da quitinete. Ele, então, pediu que ela deixasse o trabalho e apenas se dedicasse a viver com ele. Rosângela se recusou.

 

Certo dia, após uma discussão, Rosângela foi encontrada morta no chão do apartamento que dividia com Antônio, nua e com 52 facadas pelo corpo. O motivo, segundo apurou a polícia, foi Rosângela não deixar seu trabalho com a prostituição. A mesma cena de 2004 se repetia.

 

Segundo o IML, Rosângela foi atingida no pescoço, cabeça, abdômen, tórax e pernas. Onze perfurações nos pulmões, três no coração e três no fígado foram os golpes mais mortíferos desferidos por Antônio, que logo em seguida ligou para a polícia confessando o crime. Antônio escreveu uma carta, explicando as motivações do crime e alegando legítima defesa, dizendo que a vítima havia o atacado primeiro. O acusado ainda tentou cortar os pulsos, mas foi medicado e levado ao Presídio Regional de Joinville.

 

Dois anos após o crime, no dia 19 de abril de 2012, Antônio foi julgado pelo Tribunal do Júri do Fórum de Joinville e condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, acusado de cometer homicídio qualificado por motivo torpe e fútil. Em 2014, Antônio Carlos Durval continua recluso em regime fechado, em uma prisão de Joinville. Recebe semanalmente a visita íntima de uma das garotas que trabalhava com Rosângela. E se diz arrependido do crime cometido