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Até Que A Morte Nos Separe - Tragédia Anunciada

No dia 18 de novembro de 2008, Evandro resolve cumprir a ameaça e procura por Andréia e Lucas no apartamento. Ele não os encontra, mas fica na rua aguardando o retorno da ex-mulher e do filho.


Andréia e Lucas chegam no prédio e Evandro os segue. No apartamento, Evandro e Andréia  discutem na presença do filho, então com 6 anos. Evandro corta a mangueira do gás ameaçando matar a ex-mulher e o filho. Desesperada e sem saída, Andréia, ciente de que no prédio existia uma marquise, pega o filho no colo e pula pela janela do terceiro andar. Lucas cai na marquise e sobrevive. Andréia cai na calçada, mas não resiste aos ferimentos e falece. Evandro deixa o local do crime sem prestar socorro as suas vítimas.


Evandro tem sua prisão decretada, mas foge e fica foragido por cinco anos. Ele só aparece na véspera das eleições de 2010, no interior da Bahia, para uma entrevista coletiva, quando pela lei brasileira ninguém pode ser preso. Disfarçado com peruca e barba, Evandro afirmou que era inocente.


O julgamento de Evandro começa no dia 11 de setembro de 2013, sem a presença do acusado, que só comparece no segundo dia. Em seu interrogatório, conta que se refugiou no nordeste do país e sobreviveu graças às vendas de seu CD com músicas evangélicas. Seu advogado, Ademar Gomes, defende a tese de que Andréia se suicidou, mas a promotoria entende que a vítima não tinha saída senão tentar se salvar e salvar o filho pulando pela janela.

 
O depoimento de Lucas, na época do julgamento com 11 anos de idade, foi determinante para convencer os jurados do dolo de homicídio. Segundo o promotor Rodrigo Merli, a "firmeza e a coerência" do garoto impressionaram os jurados.
 

Evandro foi condenado a 33 anos e 20 dias de reclusão em regime fechado pelo homicídio de Andréia e pela tentativa de assassinato do próprio filho.